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RADICAIS LIVRES
Radicais
livres são átomos ou moléculas instáveis. Em circunstâncias normais
os electrões dispõem-se em pares, e estão em número igual aos
protões existentes no núcleo. No entanto, um radical livre tem um ou
mais electrões livres na sua estrutura a orbiitar em redor desse
núcleo. Assim, o electrão ou electrões desemparelhados vão procurar
estabilidade das seguintes formas. Nesta busca, o radical livre
pode:
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Capturar um
electrão de uma molécula ou átomo vizinho
-
Dar um electrão
a uma molécula ou átomo vizinho
Os radicais livres podem ter duas origens:
As exógenas podem ser resultantes de várias fontes tais como:
Poluição ambiental; Raio-X e radiação ultravioleta (exposição
solar); Cigarro; Radiações electromagnéticas fortes (telemóveis,
fios de alta tensão, microondas para aquecimento alimentar etc.);
Álcool; Resíduos de pesticidas; colheitas de legumes e frutas
prematuras; Substâncias presentes em alimentos e bebidas (aditivos
químicos, conservantes, hormonas, etc), presentes em carnes de gado
e galináceos (quando de criação intensiva), entre outros;
Consumo excessivo de gorduras saturadas (fritos, etc); nos alimentos
onde a rancificação das gorduras e a mudança de cor dos ingredientes
é indicador de uma processo de oxidação, o que acarreta uma
acentuada diminuição dos nutrientes e aumento de toxicidade.
Alguns iões como os
de ferro e cobre podem promover a geração de peróxidos tanto nos
alimentos como no organismo.
Stress psicológico;
Os medicamentos que
tomamos, etc.
Nas endógenas, os
radicais livres são originados pelas
mitocondrias
das células humanas, os quais são reativas e instáveis pela presença
de um ou mais electrões desemparelhados. Estes são formadas pela
respiração e digestão de alimentos, podendo causar danos
irreversíveis às células o que despoleta doenças graves.
Dado que a maioria
dos radicais deriva do metabolismo do Oxigénio (O2), os radicais
livres são encontrados em todos os sistemas biológicos como
subprodutos normais do metabolismo celular.
Uma proteína
ou lípido ao perder electrões sofre transformações irreversíveis na
forma e função, e pela perda de um electrão tornando-se um novo
radical livre o que provoca uma reacção em cadeia. Devido a esta
avidez química, este inimigo metabólico ataca os constituintes
celulares e por isso é considerado um agente de desgaste.
Já em 1954 foi
concluído que os radicais livres são a causa básica do
envelhecimento e a sua acção no organismo pode ser potenciada por
factores genéticos e ambientais.
Os radicais livres
não são sempre malévolos pois também actuam no combate as
microrganismos infecciosos.
Um exemplo concreto
diz respeito à quimioterapia, a qual é certamente uma das maiores
causas conhecidas capazes de gerar grandes quantidades de radicais
livres.
A
oxidação das proteínas é reversível através da acção de
antioxidantes. Estes constituem um conjunto de substâncias que
interrompem o efeito prejudicial dos radicais livres.
O
sistema antioxidante dos organismos aeróbios é fundamental para a
protecção nociva dos radicais livres, o que se caracteriza por
acções oxidação/ redução, para assim lograr uma configuração
estável. Entretanto um desequilíbrio redunda em stress oxidativo, o
qual se traduz em lesões celulares, desencadeando desordens
fisiológicas, e favorecendo o surgimento de processos patológicos,
como a oxidação da membrana lipoprotéica, glicoxidação e oxidação do
ADN, causando a morte celular. Proveniente das células danificadas,
factores necróticos, proteases e oxigénio reactivo atacam as células
adjacentes, resultando assim em danos aos tecidos.
Quase todas as macromoléculas biológicas podem ser oxidadas pelos
radicais livres. Os lípidos são os mais afetados pelo stress
oxidativo e danos celulares.
As diversas células
do organismo, e em particular aquelas que integram o sistema
imunitário, possuem na composição de suas membranas percentagens
altas de ácidos gordos polinsaturados e lipoproteínas. Essas
moléculas são as mais sensíveis à ação dos radicias livres,
resultando no processo de lipoperoxidação, com desestabilização da
parede celular e, conseqüentemente, na funcionalidade da célula.
Desta forma o stress oxidativo pode prejudicar o organismo como um
todo.
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