INVESTIGAÇÃO

 

Em 1980 o “Indian Journal of Pharmacology” fez um estudo sobre xantonas, e uma das 3 descobertas foi:

Todas as xantonas mostram actividade anti-inflamatória tanto por via intraperitoneal como por via oral, em ratos submetidos a edemas induzidos”

 

Efeitos das xantonas do mangostão em células humanas com leucemia:

Como exemplo, em Agosto de 2003 o Gifu International Institute of Biotechnology, examinou o efeito de 6 xantonas do mangostão na inibição do crescimento da leucemia a nível da linha celular HL60.

 

 

Luanratana O, Pongpan N, Neungton N. Departamento de Microbiologia, Faculdade de Farmácia, Universidade de Mahidol, Bangkok Tailândia – 2004

Estes investigadores descobriram que um extracto do pericarpo (Casca do mangostão – o maior composto do sumo da XanGo) inibia o crescimento das células do cancro da mama. Eles também mostraram que o extracto contém um potente efeito antioxidante e capacidade de matar células cancerígenas. Eles concluíram que o extracto do pericarpo do fruto mangostão tem igualmente potencial na prevenção em quimioterapia.

 

Matsumoto K, Akao Y, Kobayashi E, etc Gifu International Institute of Biotechnology, Kakamigahara, Gifu, Japão

Estes autores examinaram os efeitos de 6 xantonas extraídas do pericarpo do mangostão, Garcinia Mangostana, na inibição do crescimento celular da leucemia humana na linha celular HL60. Todas as Xantonas despoletaram efeitos inibidores de crescimento.

A alpha-mangostin mostrou-se muito potente na capacidade de causar a morte das células cancerígenas.

 

Planta Med.2002 Nov; 68(11):975-9. Ho CK, Huang YL, Chen CC. Department of Medical Research & am p; Education General Hospital, Taipei, ROC

Investigadores extraíram e purificaram 6 xantonas retiradas da casca do fruto Garcinia Mangostana - Mangostão.

Os investigadores testaram este extracto em 14 linhas celulares humanas cancerígenas vivas (hepatocellular carcinomas). Vários agentes quimio-terapêuticos (Medicamentos) foram incluídos no estudo para comparação. Os resultados mostraram que uma das xantonas conhecida como “garcinone E” tem um potente efeito citotóxico (morte de células) em todas as 14 linhas celulares cancerígenas vivas testadas, bem como noutras células associadas a cancros gástricos e dos pulmões. Os investigadores sugeriram que “garcinone E” pode ser potencialmente usado para tratamento de certos tipos de cancro.

 

 

S. Muruganandana, K. Srinivasanb, S. Guptaa, etc, Pharmacology and Toxicology, Indian Veterinary Research Institute / Department of Pharmacology and Toxicology, National Institute of Pharmaceutical Education and Research, Mohali, Punjab, India 2005.

O Estudo demonstra que o mangiferin possui significativas propriedades anti-diabéticas e hipolipidémicas promovendo assim a redução dos níveis de lípidos no sangue. O mesmo estudo sugere também efeitos benéficos no tratamento da diabetes, quando associada a níveis altos de lípidos e complicações cardiovasculares relacionadas.

 

 

 

Informação da Sloan-Kettering Cancer Center - New York

Estudos recentes revelam que as xantonas do mangostão mostram propriedades anti-bacterianas, anti-fungos (fungicida), e anti-inflamatórias.

A xantona Alpha-mangostin, inibe o crescimento de células humanas de leucemia HL60.

Extracto do pericarpo do mangostão tem efeitos antioxidantes e de apoptose, ("auto-destruição celular" que ocorre de forma ordenada) em células de cancro mamário SKBR3.

Também reduzem a síntese das prostaglandinas (componentes dos lipídios que são derivados enzimaticamente dos ácidos gordos), prevenindo os danos oxidativos das lipoprotéinas de baixa densidade (LDL).

Há ainda evidências preliminares de que os alpha e gamma-mangostins actuam como bloqueadores da histamina e seratonina. Também inibem HIV-1 protease (enzimas que quebram ligações peptídicas entre os aminoácidos das proteínas ).

Outra xantona, a Garcinone E, exerce efeitos citotóxicos contra efeitos celulares do hepatocarcinoma - cancro do figado. Surge do mesmo processo de destruição e multiplicação de células que leva à cirrose.

Testes comprovados em laboratório não reportam efeitos adversos com o uso do mangostão.

 

Madalena Pedro, Fátima Cerqueira, Maria Emilia Sousa, Maria Sa, José Nascimento e Madalena Pinto. Centro de estudos de Química orgânica, Fotoquímica e Farmacologia da Universidade do Porto, Faculdade de Farmácia Porto, Portugal 2002

Comprovaram que as Xantonas inibiram o crescimento In Vitro de linhas de células cancerígenas, e seus efeitos na proliferação de linfócitos humanos. A linhas de cancro investigadas são cancro da mama, cancro da pele (melanoma) e cancro renal.

Xantonas isoladas a partir do mangostão, foram testadas pelo seu potencial contra a tuberculose. Alpha e Beta-mangostin e Garcinone B, mostram efeitos contra o agente Mycobacterium tuberculosis.

A actividade anti-fúngica de várias xantonas, isoladas a partir do mangostão, foram testadas com três fungos fitopatogénicos – Fusarium oxysporum vasinfectum, Alternaria tenuis e Dreschlera. As xantonas naturais do mangostão mostraram boa capacidade de combate aos 3 fungos.

 

Acta Pol Pharm 1999, Librowski T, Czarnecki R, Jastrzebska M. Department of Pharmacodynamics, Collegium Medicum Jagiellonian University, Krakow, Poland

Doenças cardíacas e Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Derivados das xantonas Chiral 2-amino-1-butanol actuam como potenciais reguladores do ritmo cardíaco e agentes hipotensivos.

 

Acta Pol Pharm 1999, Rajtar G, Zolkowska D, Kleinrok Z, Marona H. department of Pharmacology and Toxicology, Medical University School, Lublin, Poland.

Investigadores estudaram o efeito de 12 xantonas ou componentes derivados, na agregação plaquetária. Descobriram que 5 delas inibem indução de aglomerados associados ao aparecimento de tromboses.

 

Bioorg Med Chem 2002, Wang LW, Kang JJ, etc School of Pharmacy, Kaohsiung Medical University, Kaohsiung, Taiwan.

Pesquisadores avaliaram várias xantonas e o seu efeito associado à acção anti-hipertensiva e relaxamento dos vasos sanguíneos. Todos os componentes testados, mostram actividade hipotensiva em ratos.

 

 

Bioorg Med Chem 2003, Jiang DJ, Hu GY, Jiang JL etc. School of Pharmaceutical Sciences, Central South University, Cha ngsha 410078, China.

Investigadores descobriram que as xantonas preservam as células endotélias (camada interna dos vasos sanguineos), inibindo o aumento de adesão dos monócitos dentro das células internas dos vasos através da oxidação das lipoprotéinas (Em Inglês LDL). Aspecto este especialmente importante na prevenção da formação placas de ateroma e consequente bloqueio das artérias com predisposição para problemas cardíacos e AVC’s.

 

 

Free Radic Res 2000, Mahabusarakam W, Proudfoot J, Taylor W, Croft K. Chemistry Department, Prince of Songkla University, Hat Yai, Thailand.

Crê-se que os danos oxidativos tem um papel no sistema cardiovascular bem como em outras doenças crónicas. Pesquisas indicam que as xantonas podem inibir a oxidação das lipoprotéinas de baixa densidade, usualmente designado por mau colesterol. Ao evitar a oxidação destas proteínas, estas não manifestam as habituais consequências nefastas.

 

 

Free Radic Res 1995, Williams P, Ongsakul M, Proudfoot J, Croft K, Beilin L. University of Western Australia, Department of Medicine, Royal Perth Hospital, Australia.

A oxidação de lipoproteínas de baixa densidade pode desempenhar um importante papel na arteriosclerose.

Resultados de investigações mostram que os radicais livres podem ser neutralizados de modo a proteger as lipoprotéinas (LDL) de danos oxidativos em sistemas in vitro.

 

 

Suksamrarn S, Suwannapoch N,Phakhodee W, Thanuhiranlert J, Ratananukul P. Chemistry Department, Faculty of Science, Srinakharinwirot University, Bangkok, Thailand.

Xantonas isoladas a partir do fruto do mangostão, foram testadas quanto ao seu potencial anti-tuberculose. Os investigadores descobriram que o alpha- e o beta-mangostins e garcinone B possuem forte poder inibidor contra os efeitos da Mycobacterium tuberculosis.

 

 

Biol Pharm Bull. Nakatani K, Atsumi M, Arakawa T,Oosawa K, Shimura S, Department of Pharmaceutical Molecular Biology, Graduate School of Pharmaceutical Sciences, Tohoku University, Japan

Estudaram o efeito de extractos do fruto do mangostão na libertação de histamina 1 e na síntese da prostaglandin E2. Comprovou-se que o fruto do mangostão possui forte capacidade de inibir a libertação destas 2 drogas. Isto tem enorme importância na prevenção de alergias.

 

 

J Med Assoc Thai. Chanarat P, Chanarat N, Fujihara M, Nagumo T. Department of Clinical Microscopy, Faculty of Associated Medical Sciences, Chiang Mai University, Thailand.

Polisacarideos foram extraídos da casca do mangostão. Os resultados mostram que o número de S. enteritidis (bacterias) em culturas que entraram em contacto com o extraco da casca de mangostão foram mortos. A publicação mostra que os polisacarideos do extrato podem estimular células patogénicas para matar células intracelulares (S. enteritidis).

 

 

Planta Med, Chairungsrilerd N, Furukawa K, Ohta T,Nozoe S, Ohizumi Y.

Investigadores, estudaram extractos da casca do fruto do mangostão em termos farmacológicos, e determinaram que o alpha-mangostin e o gamma-mangostin (xanthonas) são agentes bloqueadores da histamina e seratonina respectivamente. Ou seja, elas têm a capacidade de prevenir alergias e inflamação.

 

 

Planta Me, Vlietinck AJ, De Bruyne T, Apers S, Pieters LA. Department of Pharmaceutical Sciences, University of Antwerp (UA), Belgium.

Os investigadores mostraram que muitos componentes do fruto foram potenciadores em diferentes estágios do ciclo de reprodução do vírus da imunodeficiência adquirida (SIDA). Entre outros componentes a xantona mangostin mostrou ser inibidora da reprodução do vírus.

 

 

J Pharmacol Sci. 2004 Sato A, Fujiwara H, Oku H,Ishiguro K, Ohizumi Y. Department of Pharmaceutical Molecular Biology, Graduate School of Pharmaceutical Sciences, Tohoku University, Sendai, Japan.

Investigaram os efeitos da morte celular de 8 xantonas, em células pheochromocytoma (cancro). De entre esses componentes, o alpha-mangostão, extraído da casca do mangostão tem o mais potente efeito na apotose de células cancerígenas.

 

 

Phytomedicine. 2001, Miura T, Ichiki H, Hashimoto I, Iwamoto N, Kato M, Kubo M, Ishihara E, Komatsu Y, Okada M, Ishida T, Tanigawa K. Suzuka University of Medical Science, Mie, Japan.

A xantona mangiferin baixou o nível de glicose (açúcar) no sangue em ratos com diabetes tipo II. A partir destas descobertas parece provável que a mangiferin exerce a sua actividade anti-diabética pelo decréscimo da resistência à insulina.

 

 

Pharmazie. 1998 Oct, Marona H. Department of Chemical Technology of Drugs,Collegium Medicum, Jagiellonian University, Krakow, Poland.

Investigadores estudaram componentes derivados das xantonas em actividades anticonvulsivas2. Comprovaram que várias das xantonas são activas em testes anti-convulsivos.

 

 

Muitas outras investigações existem as quais não cabem neste espaço.

 

Inúmeras pessoas tem referenciado benefícios de saúde proporcionados pelas xantonas, os quais não foram ainda possíveis de explicar. Isto é devido ao facto de que apenas cerca de 15% das xantonas conhecidas foram estudadas.

 

 

Para mais dados sobre este maravilhoso fruto veja em www.mangostao.pt

 

1 Histamina, fórmula química C5H9N3, está presente em processos bioquímicos de respostas imunológicas, bem assim como desempenha função reguladora fisiológica intestinal, alem de actuar como neurotransmissor. Encontrada também no organismo humano, é produto da descarboxilação da histidina, aminoácido presente nos mastócitos e basófilos. É substância de aspecto cristalino, incolor, solúvel em água, com acção vasodilatadora e constritora de músculos lisos.

2 Um anticonvulsivo (também chamado de anticonvulsivante) é uma classe de fármacos utilizada para a prevenção e tratamento das crises convulsivas.

 

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